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Pagamento de salário com atraso gera reparação por dano moral

Sofre dano moral o empregado que enfrenta dificuldades financeiras em conseqüência de atraso no pagamento de salários. Com base neste entendimento, os juízes da 2ª Turma do TRT da 2ª Região (SP) condenaram o Município de Guarulhos a pagar reparação de R$ 5 mil ao ex-servidor Julio Cesar Maia. O trabalhador entrou com processo na 1ª Vara do Trabalho de Guarulhos (SP), reclamando indenização pelos danos morais sofridos em decorrência dos freqüentes atrasos no recebimentos dos salários no ano de 1998. De acordo com o reclamante, a partir do atraso do salário de março de 1998, seu saldo bancário ficou negativo. A situação se repetiu nos meses seguintes, obrigando-o, no mês de agosto, a contrair empréstimos. Ele também informou que não conseguiu quitar cheques emitidos, que foram devolvidos por falta de fundos. Em conseqüência, passou a constar de listas de restrição ao crédito do Banco Central, da Serasa e do SPC - Serviço de Proteção ao Crédito. A sentença condenou o Município de Guarulhos a indenizar o ex-funcionário em R$ 5 mil. O Município recorreu ao TRT-SP sustentando que a lei não garante indenização por danos materiais e morais por atraso no pagamento salarial. O reclamante também apelou ao tribunal, pedindo que o valor da indenização fosse aumentado para dez vezes o valor dos cheques devolvidos e dos empréstimos realizados. Para o juiz Sérgio Pinto Martins, relator do recurso ordinário no tribunal, o contrato de trabalho é uma relação bilateral, "contendo direitos e obrigações recíprocas. O empregado prestou os serviços, logo, deveria receber os salários no prazo legal. Se a ré não o fez, deve assumir os riscos decorrentes do seu ato, na forma do artigo 159 do Código Civil". Segundo o relator, "o salário tem natureza alimentar. O empregado e sua família sobrevivem do pagamento do seu salário. Atrasos constantes lhe trazem prejuízos no pagamento de suas obrigações". Sobre o recurso do reclamante, de aumento do valor da indenização, o juiz observou que ela tem "objetivos pedagógicos, de evitar que o réu incorra no mesmo ato novamente. Não visa ao enriquecimento do autor". Por unanimidade, a 2ª Turma acompanhou voto do relator, mantendo a sentença que condenou o Município de Guarulhos a pagar reparação de R$ 5 mil ao funcionário, pelos danos morais sofridos.

Fonte: Espaço Vital